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  • Oficina de Piano USP

Festival Online Clássicos no Verde

Atualizado: Mar 15


A MÚSICA E A NATUREZA


A música não foi inventada pelo Homem, dizia Debussy. Antes dele, ela já existia no vento, nas nuvens, nas folhas e no mar. As ondas revoltas, as profundezas do oceano, as tempestades e calmarias, o barulho dos ventos, a diversidade e as cores das folhas e flores nos lembram a própria natureza humana, seus conflitos, a placidez e a tempestade de suas emoções e, assim como os poetas, pintores e escritores, os compositores também se sentiram atraídos e inspirados pela Natureza.


Em O Homem e o Mar, Baudelaire disse que “o mar é o nosso espelho: pode-se perceber a própria alma no eterno desenrolar de suas ondas”. Os compositores do Barroco já se inspiravam, como Vivaldi, na Veneza cercada de água, e a heroína de Rameau, Emilia, na ópera Les Indes Galantes, descreve o mar como “o terrível símbolo das tormentas do meu coração”.


No Romantismo, entretanto, a inspiração vinda da Natureza atinge seu clímax e os poemas de Goethe, Mar calmo e Viagem Próspera, inspiram Mendelssohn e Beethoven a escreverem obras sobre a beleza, o movimento contínuo e o permanente diálogo dos elementos da Natureza.


No Impressionismo, Debussy e Ravel fazem da natureza, em geral, e da água, em especial, companheiras inseparáveis, mergulhando nas suas paisagens, e criam obras-primas como La mer, Une barque sur l’ocean, Reflets dans l’eau, Jeux d’eau e L’Isle joyeuse.


O projeto Clássicos no Verde homenageia a natureza em seis concertos na Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, um espaço que celebra a beleza das folhas, das flores, da água e da fantasia que nos cerca e nos abraça.


Lilian Barretto, diretora executiva do festival Clássicos no Verde On-line.

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